PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL -  TEMPLO DE UMBANDA

"A verdade só está disponível para os despertos no espírito" (Sr. Exu 07 Covas)

"Eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir". (Exu Mirim Tata Caveirinha)





"A vida é uma pergunta que você tem que responder". (Sr. Malandro Camisa Preta)





"Quando a vida está ruim, o Rosário é um simbolo que nos indica como buscar ajuda" (Pai Antonio de Angola).





"“Lá no sertão eu aprendi que a seca, a fome e a miséria não podem ser usadas para questionar a justiça divina, afinal, foi o homem quem maltratou a natureza, quem não repartiu o pão, quem maltratou uns aos outros” (Sr. Baiano Zé do Coco)






“A vida é alegre? A vida é triste? A vida é o que você é”. (Sr. Martim Pescador)
Textos


Discriminação Religiosa é Crime: Denuncie!

 
Em pleno século XXI, na era da democratização da informação, ainda encontramos pessoas que parecem estar vivendo alienadas do contexto social, e manifestam essa aparente alienação em forma de preconceito e discriminação religiosa. O preconceito e a discriminação são produtos da ignorância, do afastamento da realidade do outro, pois, quando nos permitimos conhecer e entender, e o fazemos de maneira isenta, dificilmente adotaremos uma postura agressiva em relação ao próximo.
 
O Brasil, conquanto seja um país laico, ou seja, que permite toda forma de manifestação de pensamento, filosofia e crenças apresenta um cenário de intolerância religiosa enorme, é fato que não temos uma guerra religiosa declarada nas ruas, mas acredite, em reservadamente essa guerra está acontecendo nos ambientes de trabalho, nas faculdades, dentro dos lares, de escolas, e tudo porque temos ainda pessoas que não sabem lhe dar com a diversidade religiosa. A diversidade faz parte da própria natureza humana, logo, é totalmente incompreensível a adoção de uma postura que negue isso.
 
Para um país que tem uma população que nasceu da miscigenação, feito de tantas raças e povos, aprendemos muito pouco sobre respeitar a individualidade do outro, e alguns acham que o outro deve ser moldado aos seus conceitos, para não dizer preconceitos. De vez em quando temos notícias absurdas de atos de violência contra pessoas que tem um posicionamento religioso que não agrada a maioria, porque vamos falar a verdade, a sociedade brasileira, a maior parte dela, é cristã, seja católica ou protestante, e assim, quem opta por crenças minoritárias, como as afro- brasileiras e brasileiras, pagam um preço alto, correm, inclusive risco de vida.
 
Para quem acha que é exagero, quero lembrar de uma notícia veiculada pelo portal G1, do rio de Janeiro (link: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/menina-vitima-de-intolerancia-religiosa-diz-que-vai-ser-dificil-esquecer-pedrada.html), onde uma menina de 11 anos foi apedrejada por ser do Candomblé. Para quem acha que leu errado, não leu, é isso mesmo: uma criança de 11 anos foi apedrejada por ser do Candomblé, leiamos o que ela disse: “Achei que ia morrer. Eu sei que vai ser difícil. Toda vez que eu fecho o olho eu vejo tudo de novo. Isso vai ser difícil de tirar da memória”, afirmou Kailane Campos, que é candomblecista e foi apedrejada na saída de um culto. Ela deu a declaração em entrevista ao RJTV desta terça-feira (16).”
 
A vó da criança acima, quando ocorrido, em 2015 (isso mesmo, em 2015, não é uma notícia da idade média), registrou que: “O que chamou a atenção foi que eles começaram a levantar a Bíblia e a chamar todo mundo de ‘diabo’, ‘vai para o inferno’, ‘Jesus está voltando’", afirmou a avó da menina, Káthia Marinho. Lendo isso, eu fico me perguntando: que tipo de Jesus esses criminosos servem? É um verdadeiro absurdo isso. Lugar de pessoas assim não é falando de Jesus em lugar nenhum, exceto na cadeia, quando responsabilizados por esse crime.
 
 
Outro fato de 2015 que chamou muito a atenção, negativamente, foi a agressão a   adolescente Agnes, de 14 anos, dentro do Colégio Estadual Alfredo Parodi, em Curitiba: a motivação para a agressão foi uma foto, postada no dia anterior em uma rede social, em que a menina aparece ao lado da mãe e de uma amiga, as três do Candomblé (link da matéria: https://extra.globo.com/noticias/brasil/estudante-agredida-por-intolerancia-religiosa-dentro-de-escola-nao-quer-voltar-ao-colegio-17650415.html). Os olhos da menina ficaram roxos de tanta violência que a adolescente sofreu, isso é de causar enorme indignação, e não pode ser tolerado, aonde vamos parar admitindo atitudes como essa?
 
Para quem acha que isso não acontece em Porto Velho, RO, está muito enganado. É com tristeza que temos presenciado casos de preconceito e discriminação religiosa também em Porto Velho, como o que ocorreu em 2014, dentro da escola Padre Chiquinho, onde uma criança de 08 anos de idade, de família católica, foi chamada, segundo o boletim de ocorrência nº 14E1003006967, de (pasmem!) “preta do diabo", "endemoniada", "satanás" e outros xingamentos, por sua professora que, conforme consta no registro policial, era evangélica da igreja Universal (link da matéria: https://www.ceert.org.br/noticias/liberdade-de-crenca/5793/professora-evangelica-e-denunciada-por-racismo-e-preconceito-religioso-contra-crianca)
 
Ao tempo que lamento profundamente os ocorridos com as vítimas citadas na matéria, fico extremamente revoltado e indignado com tais casos, pois, quando vemos crianças e adolescentes sendo vítimas de crimes tão terríveis, não há outro sentimento, somos sim tomados pela revolta. O que faria se o seu filho ou filha fosse a vítima? Isso não pode ocorrer, seja contra criança, adulto, idoso, outro. Temos de nos conscientizar e denunciar casos assim, pois são crimes. Vivemos em um país LAICO, onde a liberdade religiosa deve ser respeitada, tendo como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, NÃO APOIANDO OU DISCRIMINANDO NENHUMA RELIGIÃO, com fulcro no artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 1948, sendo esta uma garantia constitucional, conforme dispõe o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Brasileira de 1988:
 

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;"
 
 
A Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso. O CRIME de discriminação religiosa é INAFIANÇÁVEL – o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade - e IMPRESCRITÍVEL, ou seja, o acusado pode ser PUNIDO a QUALQUER TEMPO. A pena prevista para este crime é de: reclusão por um a três anos e multa.
 
Em 2017, segundo a Secretaria de Direitos Humanos, as denúncias pelo canal “Disque 100”, em razão de crimes de discriminação às crenças religiosas, cresceram mais de 600%, constatando a urgência de uma mudança de postura e mentalidade por parte de alguns, e precisamos ficar atentos a estes crimes e denuncia-los sempre que dele tivermos notícias. Não importa se quem seja vítima é católico, evangélico, umbandista, candomblecista, do daime, do catimbó, do mormonismo, da união vegetal, do budismo, do islamismo, ou de qualquer outro credo: não podemos admitir que esses verdadeiros crimes aconteçam com nenhum ser humano. Eu sou Pai de Santo, umbandista a anos, mas defendo e sempre defenderei a liberdade religiosa e de crença de quem quer que seja.
 
Que estejamos atentos a estas questões e sempre denunciemos as autoridades aqueles que insistem em praticar esse crime horrendo, que é a discriminação religiosa, contra outros. Lugar de criminosos é na cadeia, não é na igreja, na mesquita, no terreiro de umbanda, no barracão de Candomblé, no centro espírita, e em lugar nenhum. Que aprendam a verdadeira conversão espiritual atrás das grades, condenados pela justiça, onde espero que o deus dos tais vá lhes fazer uma visita.
 
PAI JADER DE XANGÔ – SACERDOTE DO PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL – TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
 



 
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Enviado por Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda em 07/08/2018
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