PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL -  TEMPLO DE UMBANDA

"A verdade só está disponível para os despertos no espírito" (Sr. Exu 07 Covas)

"Eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir". (Exu Mirim Tata Caveirinha)





"A vida é uma pergunta que você tem que responder". (Sr. Malandro Camisa Preta)





"Quando a vida está ruim, o Rosário é um simbolo que nos indica como buscar ajuda" (Pai Antonio de Angola).





"“Lá no sertão eu aprendi que a seca, a fome e a miséria não podem ser usadas para questionar a justiça divina, afinal, foi o homem quem maltratou a natureza, quem não repartiu o pão, quem maltratou uns aos outros” (Sr. Baiano Zé do Coco)






“A vida é alegre? A vida é triste? A vida é o que você é”. (Sr. Martim Pescador)
Textos

Como Saber se um Terreiro de Umbanda é Bom?

 
Inicialmente temos que dizer que o conceito de bom varia de pessoa para pessoa, e que aqui, vou dar minha posição a respeito da pergunta. Terreiro de Umbanda bom tem que ter três coisas: ética, estudo e finalidade espiritual.
 
A respeito da ética é o próprio comportamento que está estabelecido no ambiente do terreiro, que não deve ferir a moral e os bons costumes. Infelizmente sabemos de casos que envolvem vícios, sexo, agressão, ofensas morais, e outros, que aconteceram dentro de ditos terreiro de “Umbanda” (isso não é Umbanda).
 
A começar pelo sacerdote ou sacerdotisa da Casa, a conduta moral dos que pertencem a Casa espiritual deve ser ilibada, irrepreensível e exemplar. O fundador da umbanda, Caboclo das Sete Encruzilhadas, certa vez (década de 70) disse: “é preciso ter muita moral para que a umbanda progrida”, e está aí um dos principais motivos do não progresso atual da Umbanda: a falta dessa moral.
 
Sobre o estudo, é fundamental. Sem estudo não há aprendizado, crescimento, entendimento. Por isso aqueles que procuram um terreiro devem, ao chegar no lugar, perguntar: “tem um dia de estudo aqui na Casa?” Se não tiver, aconselho bater em retirada imediatamente, pois, sem estudo, dificilmente haverá crescimento amplo.
 
Infelizmente hoje muitos sacerdotes e sacerdotisas não se preocupam em dar formação para os filhos da Casa, ou porque nem eles mesmos sabem (isso existe muito: “sacerdotes” sem conhecimento), ou sabem, mas temem transmitir, até mesmo por medo de que quem vá aprender um dia sai de sua casa e se torne um “concorrente”, abrindo outro trabalho espiritual, o próprio terreiro.
 
Óbvio que existe que os que dizem que conhecimento se adere na prática, no dia a dia de terreiro, e não em sala de aula, o que é uma profunda inverdade e, muitas vezes, desejo de manter as pessoas presas, dependentes da casa em tudo; desejo, as vezes, de não dar autonomia e liberdade aos filhos espirituais. Ora, o conhecimento teórico e prático andam lado a lado, e sim, é extremamente recomendável que as duas coisas sejam tratadas de modo particular, embora em conjunto, visando maior compreensão dos aprendizes.
 
Quanto a finalidade espiritual, seria até dispensável falar sobre isso, pois, se é um templo de uma religião então qualquer terreiro de Umbanda deveria ter essa finalidade, certo? Entretanto, não é o que temos visto. Vemos terreiros de Umbanda que fazer um verdadeiro comércio, uma forma de negociata, um escambo imoral onde se troca favores e benesses espirituais por dinheiro, no mero e único desejo de lucrar. E a religião é lucrativa, que ninguém se engane.
 
Boa parte dos sacerdotes e sacerdotisas que dirigem templos de Umbanda fizeram do ofício sagrado uma profissão, e sacerdócio não é profissão, é missão. Um terreiro existe para ajudar quem necessita, dar direcionamento, contribuir na nobre missão de elevar e reconectar o homem a Deus, mas isso está em falta em boa parte das Casa.
 
Eu conheço todas as desculpas que um explorador travestido de sacerdote usa, e uma clássica é: “preciso cobrar para manter o terreiro”.  E está errado, pois para manter o terreiro existe várias maneiras licitas e transparentes que podem ser utilizadas, não é necessário cobrar nada de ninguém (esse “cobrar” é no sentido de explorar mesmo, centenas e também alguns milhares de reais para “ajudar” o outro).
 
Um terreiro pode fazer um projeto para arrecadar doações, fazer eventos, estabelecer mensalidades de modo democrático, conseguir financiamentos com projetos públicos, dentre inúmeras outras maneiras. Não é preciso vender o banho de ervas, o ponto riscado, o passe do caboclo, o atendimento do baiano, nada disso. Umbanda é uma religião, e não um negócio com finalidade exclusivamente financeira.
Porém, muitos sacerdotes acham que tem que viver da religião, e isso está errado. Na verdade, a religião deve ser a razão pela qual vivemos, com amor, fé e devoção, nunca o contrário. Vivemos para a pratica religiosa, e não DA pratica religiosa, compreende? Terreiro que tem essa relação perniciosa e maligna com o dinheiro não é de Umbanda, e geralmente está repleto de enganos e mentiras que serão descobertas com o tempo.
 
Então, resumindo: é preciso ter ética, estudo e foco na espiritualidade, aí teremos uma bom terreiro, um bom ilê, uma boa tenda, um templo de Umbanda, que, como religião tem a nobre missão de praticar a caridade, nada mais que isso.
 
PAI JADER DE XANGÔ – SACERDOTE DO PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
 
Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda
Enviado por Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda em 07/08/2018
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