PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL -  TEMPLO DE UMBANDA

"A verdade só está disponível para os despertos no espírito" (Sr. Exu 07 Covas)

"Eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir". (Exu Mirim Tata Caveirinha)





"A vida é uma pergunta que você tem que responder". (Sr. Malandro Camisa Preta)





"Quando a vida está ruim, o Rosário é um simbolo que nos indica como buscar ajuda" (Pai Antonio de Angola).





"“Lá no sertão eu aprendi que a seca, a fome e a miséria não podem ser usadas para questionar a justiça divina, afinal, foi o homem quem maltratou a natureza, quem não repartiu o pão, quem maltratou uns aos outros” (Sr. Baiano Zé do Coco)






“A vida é alegre? A vida é triste? A vida é o que você é”. (Sr. Martim Pescador)
Textos

O Ponto Mais Fraco e Mais forte Dentro de um Terreiro

 
Nada é tão fraco e tão forte dentro de uma terreiro de Umbanda quanto as relações humanas. Isso pode nos fortalecer ou exaurir toda a nossa energia, de modo que, a depender da forma como nos relacionamos com o próximo e como a ele respondemos, teremos agregado a nós novos valores ou teremos de nós mesmos tirado a harmonia e a paz interna, e quisá a oportunidade de continuar a conviver no grupo.
 
Casos de fofocas, brigas, grupos divididos, insubordinação, e outros são comuns dentro de boa parte dos templos de umbanda, e depende muito do sacerdote ou sacerdotisa saber dirimir essas questões, e, a depender de sua força ou fraqueza moral, esses problemas podem até se intensificar. Tudo isso é muito perigoso, e é preciso lidar com isso tendo uma visão ampla.
 
Relações humanas, o ponto fraco e forte dentro de qualquer terreiro de Umbanda. Será forte se entendermos que tudo que falamos, que a forma como nos comportamos, como nos manifestamos pode atingir o ambiente e aqueles que estão a nossa volta, pois passaremos a nos medir na exata medida da boa convivência, estando sempre atentos não apenas a nossa individualidade, mas a coletividade.
 
Será o ponto fraco se acharmos que podemos pensar, falar e nos comportar de qualquer maneira, sem medir as consequências dos nossos atos: dentro de ambientes que não fazem parte de nossa particularidade, ou seja, em ambientes coletivos, sejam quais forem, tudo sempre tem consequências. Quando estamos sozinhos o que fazemos só tem impacto sobre nossa consciência, mas quando em grupo, o impacto se dá ao nosso redor.
 
Por isso, descobrir quais as regras, as normas, os preceitos de qualquer lugar é tão imprescindível, pois, se as descumprirmos, certamente daremos conta disso. Não podemos estar tão a vontades que esqueçamos da boa convivência, do tão desejado respeito, da tão louvada harmonia. Precisamos desenvolver a paz no nosso relacionamento com o próximo. Não é declarando guerra ao nosso semelhante que provaremos nossa força.
 
A força está no amor, não no ódio. Está na paz, não na guerra. Está no abraço, não na agressão. Está no conselho, não na ofensa. Está em se importar, não em ser indiferente. Está na ajuda, e não no abandono. Tão simples e ao mesmo tempo tão difícil convivermos harmoniosamente com aqueles que nos rodeiam, e no terreiro, infelizmente, isso também é uma verdade.
 
Aqueles que desejam ter vida longa no Primado 07 Covas do Brasil – Templo Escola de Umbanda devem ter em mente que a boa convivência é imprescindível, e a boa convivência em um ambiente (que varia de ambiente para ambiente) está em cumprir o que se espera de todos: as regras, normas e posturas do local devem ser cumpridos, senão, quanto mais próximo de mim, maior será a repreensão.
 
Eu abro as portas da minha casa (literalmente) não para receber pessoas que vão contribuir com a discórdia, com a fofoca, com a agressão, com o combate ao seu semelhante, com o orgulho e a soberba, com a insubordinação, nada disso. Eu abro as portas da minha casa para acolher pessoas que pretendem estar no ambiente trazendo colaborações, e a colaboração que nunca pode faltar é a colaboração para a harmonia do ambiente.
 
Fico muito decepcionado quando as pessoas vem até mim, pedem para ingressar no terreiro, são recebidas com amor, atenção e dedicação, e depois retribuem com as condutas descritas acima. “Pai, o senhor está falando de quem?” De todos aqueles que já passaram por aqui e prestaram sua descontribuição nas relações humanas, que faltaram com respeito com o próximo, que escolheram a agressividade para “se defender”...ninguém precisará “se defender” se não descumprir as regras postas com clareza.
 
Não adianta ser um bom sacerdote, mãe pequena, iyábassé, ogã, ekede, etc, se pecarmos no que há de mais básico. Não adianta toda a dedicação, entrega e vontade em aprender se pecarmos no trato com nosso irmão e irmão. De nada adiantará cumprir a agenda de atividades da Casa, estar em tudo, em todas, mas não estar humilde, sabendo ouvir, sabendo obedecer, sabendo cumprir princípios básicos da boa convivência.
 
Que todos reflitam sobre isso, e que tirem sempre o melhor proveito, tendo como certo que, nossas maiores vitórias em ambientes coletivos são nosso mérito, e nossos maiores fracassos também. Como diz certa frase: “você está onde você se coloca”.
 
PAI JADER DE XANGÔ - SACERDOTE DO PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL - TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
 
 
 
Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda
Enviado por Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda em 07/08/2018
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