PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL -  TEMPLO DE UMBANDA

"A verdade só está disponível para os despertos no espírito" (Sr. Exu 07 Covas)

"Eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir". (Exu Mirim Tata Caveirinha)





"A vida é uma pergunta que você tem que responder". (Sr. Malandro Camisa Preta)





"Quando a vida está ruim, o Rosário é um simbolo que nos indica como buscar ajuda" (Pai Antonio de Angola).





"“Lá no sertão eu aprendi que a seca, a fome e a miséria não podem ser usadas para questionar a justiça divina, afinal, foi o homem quem maltratou a natureza, quem não repartiu o pão, quem maltratou uns aos outros” (Sr. Baiano Zé do Coco)






“A vida é alegre? A vida é triste? A vida é o que você é”. (Sr. Martim Pescador)
Textos

Humildade no Terreiro

 
Em um terreiro de Umbanda não há lugar para a soberba, ou somos humildes, ou não crescemos espiritualmente. Não há como sermos soberbos e evoluirmos ao mesmo tempo, isso é impossível. Embora a mensagem de humildade esteja estampada na roupa branca e no pé no chão que todos devem observar em um terreiro, ainda há aqueles que resistem em adotar uma postura humilde.
 
Óbvio, há aqueles que vestem a roupa branca, colocam os pés no chão, e tentam fingir uma falsa humildade, mas logo são percebidos, seja pelas entidades da Casa, pelo sacerdote, ou pelos próprios irmãos/irmãs de fé. Muitas são as condutas que denunciam uma postura de falsa humildade, vejamos:
 
1 – AUSÊNCIA DE CRESCIMENTO
 
O falso humilde, por achar que sabe de tudo, que é o senhor da razão, o dono da verdade, fica estagnada, pois não se dispõe a aprender, e em razão disso, não cresce. Ao longo do tempo de Umbanda, o que mais vi foram pessoas assim, que, quando vem conversar comigo pela primeira vez dizem que querem aprender, mas quando a Casa se dispõe a ensinar, ficam presas em “conhecimentos” dogmáticos sem nenhum sentido, não se abrem para o conhecimento novo, e nunca crescem, ou crescem infimamente.
 
2 – OFENDE-SE COM FACILIDADE
 
Não suportar críticas e se ofender com facilidade é outra característica dos falsos humildes, não podem receber uma avaliação contrária que se tornam ‘vitimas’, “coitados”, de tão ofendidos que ficam. Quem vê a si mesmo como perfeito reage de maneira áspera a uma crítica, sendo que, muitas vezes, seria essa crítica que a proporcionaria o caminho do auto aperfeiçoamento.
 
3 – AUTO ISOLAMENTO
 
O falso humilde se isola, se distancia, se afasta, pois julga não precisar de ninguém e de nada, considera-se autossuficiente, e comete o ledo engano de se privar da convivência fraternal no terreiro. Bem, como não há terreiro de uma pessoa só, logo pessoas assim se deixam os terreiros em busca de alguma ilusão de que a solidão bata. Bem, quando o assunto é espiritualidade, a solidão não basta, todos precisamos uns dos outros.
 
4 – NÃO OUVE CONSELHOS
 
Não escutar os conselhos e direcionamentos das entidades, do sacerdote, do jogo, e dos irmãos, é outra característica de falsos humildes no terreiro; eles sempre tem uma explicação, uma justificativa, uma razão que explica o porquê optaram por viver exatamente do mesmo jeito que vivam antes de irem buscar o conselho, e isso é totalmente contraditório: pra que ir em busca de um conselho ou direção espiritual se não está disposto (a) a seguir? O falso humilde só segue a sua própria vaidade, ego, e desejos, e está pouco se importando com os conselhos que recebe.
 
5 – CHAMAR A ATENÇÃO PARA SI
 
Os falsos humildes são egocêntricos, gostam, de chamar a atenção para as suas supostas qualidades e atributos, para aquilo que julgar destaca-los em relação aos outros, e quando não são o centro das atenções, ficam com raiva, chateados, pelos cantos, afinal, pensam: “porque eu não fui escolhido, já que sou tão bom?” O critério da igualdade, ou seja, entender que todos são iguais e não há preferidos e privilegiados no terreiro é algo quase que incompreensível para os falsos humildes, pois sempre imaginam que não são iguais, são melhores que os demais.
 
CONCLUSÃO
 
Não há lugar na Umbanda para soberbos, orgulhosos, vaidosos, que fingem uma falsa humildade. No terreiro a roupa é branca, símbolo de que sim, todos somos iguais; no terreiro todos colocamos os pés no chão sim, também como símbolo de que viemos da mesma mãe e a ela tornaremos, a terra, o pó; no terreiro batemos cabeça sim, como símbolo de que devemos reconhecer aquilo que não faz parte de nós mesmos, mas que nos é externo, como símbolo de humildade, e não de humilhação; no terreiro todos tomamos a benção dos guias do pai ou mãe de santo, dos irmão, para dizer, “você pode sim me abençoar, e eu preciso de sua benção, não sou autossuficiente”.
 
Por todo o lado temos exemplos e símbolos que nos ensinam a humildade no terreiro, logo, temos de nos permitir esse aprendizado, ao contrário, iremos de terreiro em terreiro, de casa em casa, alegando sempre que somos vítimas dos pais e mães de santo que não nos compreendem, quando, muitas vezes, na verdade, quem não se compreende somos nós mesmos, por nos vermos com um diferencial que não temos, por isso não damos certo em nada e nem em lugar nenhum. O problema talvez não sejam as casas por onde passamos, mas nós mesmos. Quando não cabemos em lugar nenhum talvez seja porque nos vemos “grandes demais”.
 
É hora de pensar, de refletir, seriamente.
 
PAI JADER DE XANGÔ - SACERDOTE DO PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL - TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
 
 
 
 
 
 
 
Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda
Enviado por Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda em 07/08/2018
Alterado em 07/08/2018
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