PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL -  TEMPLO DE UMBANDA

"A verdade só está disponível para os despertos no espírito" (Sr. Exu 07 Covas)

"Eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir". (Exu Mirim Tata Caveirinha)





"A vida é uma pergunta que você tem que responder". (Sr. Malandro Camisa Preta)





"Quando a vida está ruim, o Rosário é um simbolo que nos indica como buscar ajuda" (Pai Antonio de Angola).





"“Lá no sertão eu aprendi que a seca, a fome e a miséria não podem ser usadas para questionar a justiça divina, afinal, foi o homem quem maltratou a natureza, quem não repartiu o pão, quem maltratou uns aos outros” (Sr. Baiano Zé do Coco)






“A vida é alegre? A vida é triste? A vida é o que você é”. (Sr. Martim Pescador)
Textos

ALGUIDAR E QUARTINHA: CABEÇA E CORPO
 



O alguidar (espécie de prato fundo de barro) é a representação de nossa cabeça, e cabeça é chamada de Orí, em yorubá. O Orí tem duas partes: o Orí Odé e o Orí Inú. A primeira parte representa a própria cabeça física, e a segunda a parcela espiritual, centro de nossa essência espiritual, e é essa essência interna. O barro do alguidar representa nossa cabeça física e o que vai sobre ele, as comidas-de-santo/oferendas, representam a nossa cabeça espiritual, e identifica essa parte.
 
Acredita-se que o Orí Inú está todo tempo conectado com o òrun, que é o lado espiritual, o além, o infinito, o outro lado, o depois, onde habitam nossos orixás e ancestrais. Da mesma forma, se crê que o nosso Orí Odé, que está conectado com o Aiyê, com o plano material, onde vivemos e determinamos nosso caminho por meio de nossas escolhas, deve estar o máximo possível alinhado a nossa parte espiritual (Orí Inú), e para isso serve os alguidares e as comidas  que nele são colocados.
 
Óbvio, não somos ingênuos, sabemos que o alinhamento definitivo entre as duas partes da cabeça se dá no processo iniciático, onde temos alguns ritos que fazem parte de tal processo, como o eborí, que é um rito de alimentar a cabeça de forma direta. Entretanto, o uso dos alguidares e da busca de firmeza para a nossa cabeça pode se dar em qualquer momento, embora não substitua a iniciação.
 
A quartinha representa o nosso próprio corpo, e esse simbolismo é bem reforçado quanto utilizamos as quartinhas de barro, pois o barro está muito ligado a terra, a nossa origem, ao nosso corpo físico. O liquido que está dentro da quartinha representa o nosso espírito. Assim, evidente que o uso das quartinhas se dão para tratar o próprio corpo da pessoa, para manter equilibrada a sua essência espiritual. Não faz sentido termos uma quartinha vazia, pois o justo alinhamento entre o nosso corpo físico e o espiritual depende da interação entre os dois lados por meio, justamente, do que colocamos dentro dela.
 
Quem não entende o uso da quartinha e do alguidar acham que são apenas louças com pouca utilidade, mas estão muitíssimo enganados, pois as duas peças tem um sentido profundo e um uso indispensável para quem é do culto de orixás, independentemente da religião que professe. Assim, não menosprezemos as recomendações, sejam de quem forem, para que tenhamos a nossa quartinha e alguidar pessoal, pois, quando há essa recomendação o que se está, de fato recomendado, é que nós cuidemos de nós mesmos, e está aí um excelente início, nos colocarmos, por meio da quartinha e do alguidar, em nossas próprias mãos.
 
PAI JADER DE XANGÔ – SACERDOTE DE UMBANDA E DIRIGENTE DO PRIMADO 07 COVAS DO BRASIL – TEMPLO ESCOLA DE UMBANDA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda
Enviado por Primado Sete Covas do Brasil Templo de Umbanda em 14/09/2018
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